IL POVERELLO

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

REFLETINDO SOBRE A DROGA



                                                            TAU



Buscar a droga como meio de fugir da realidade é um caminho difícil e perigoso, devido as consequências físicas, psicológicas, familiares e sociais que isso acarreta. No aspecto físico, o uso reiterado de drogas destrambelha o equilíbrio neuroquímico do cérebro, acarretando, com isso, o desgoverno dos pensamentos e sentimentos, comprometendo o equilíbrio emocional e mental.
 

Do ponto de vista psicológico, o prejuízo principal é na área da vontade. Com o enfraquecimento da vontade, o indivíduo se torna fraco frente a subjugação que o desejo de consumir a droga traz.
 
 
 A vontade é o dínamo da alma, a vontade soberana do espírito que decide se faz ou não faz isso ou aquilo. Para o uso do livre arbítrio necessitamos ter força de vontade. O uso da droga enfraquece esta vontade.
 

No aspecto familiar, o dependente envolve toda a família nas consequências dos seus desatinos, prejudicando a todos e envergonhando a família.
 

No aspecto social, tornar-se-á um marginal, no sentido que as pessoas passam a evitá-lo, a isolá-lo, como se ele fosse pernicioso.
 

Pior do que tudo isso são as consequências espirituais. Atrairá para si espíritos obsessores, que tão viciosos quanto ele mesmo, alimentará o próprio vício a custa do vampirismo, tornando-o escravo das hordas do mal.
 

Por tudo isso vale a pena pensar bastante antes de experimentar a droga.
 

Elizabete Diniz
Presidente da Cruzada dos Militares Espíritas
Natal - Rio Grande do Norte

CRUZADA DOS MILITARES ESPÍRITAS



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


A Cruzada dos Militares Espíritas (CME) é uma sociedade civil, legalmente constituída, fundada em 10 de dezembro de 1944, que objetiva especificamente atuar nas Forças Armadas e nas Forças Auxiliares, procurando congregar, sob sua bandeira, os militares que professam o Espiritismo, conforme definido na Codificação Kardequiana, e que vivem dispersos por todo país.

Possuindo personalidade jurídica própria, tem seus estatutos devidamente registrados, os quais afirmam haver ela nascido "da vontade de um grupo de militares de afirmar, publicamente, a sua crença, no viver sem dispersão, em comunhão evangélica".
 
A CME é filiada à Federação Espírita Brasileira, tendo assento no Conselho Federativo Nacional dessa entidade desde 6 de novembro de 1987, na qualidade de Entidade Especializada de âmbito Nacional, e se faz presente em todo o território brasileiro, nas três Forças Armadas e nas Polícias Militares, operacionalizando sua atuação através de seus Representantes, Núcleos e Delegados.

Os Representantes atuam em determinada Unidade da Federação ou área geográfica específica, representando a instituição junto às autoridades civis e militares, órgãos federativos do movimento espírita organizado, sociedades espíritas, ou onde a presença da CME se fizer necessária.

Cabe ainda a estes, amparar, orientar ou ativar Núcleos e GED em suas áreas de atuação. Os Núcleos funcionam como entidades (casas) espíritas em Guarnições ou Organizações Militares que ofereçam condições materiais e de pessoal para viabilizá-los.

Os Delegados são os representantes da CME nas diferentes Organizações Militares (OM), elos de ligação entre a entidade e a comunidade espírita de suas OM. São designados por seus Comandantes, Chefes ou Diretores, a pedido da Cruzada, ou têm seus nomes levados pela Cruzada àquelas autoridades, para devida consideração e acolhimento.

Os Delegados são orientados pela Cruzada no sentido de criarem e coordenarem os Grupos de Estudos Doutrinários (GED), com a devida autorização de seus Comandantes, Chefes ou Diretores. Os GED se reúnem em horários fora do expediente ou em horários estabelecidos para os cultos religiosos da OM, para a oração e o estudo da Doutrina Espírita em seu tríplice aspecto: filosófico, científico e religioso. Os membros da CME, designados Cruzados, compõem o seu quadro social. Admite-se para tal, militares da ativa, da reserva ou reformados, sem distinção de posto ou graduação, e civis que participem dos trabalhos dos Núcleos ou GED.



CRUZADA DOS MILITARES ESPÍRITAS DE NATAL
PRAÇA AUGUSTO LEITE 628- TIROL
CEP: 59020-380- NATAL- RN


domingo, 1 de setembro de 2013

"A Gênese"



O Instinto e a Inteligência


11. Que diferença existe entre o instinto e a inteligência? Onde termina um e começa a outra? Será o instinto uma inteligência rudimentar, ou uma faculdade distinta, um atributo exclusivo da matéria?
O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos à realização de atos espontâneos e involuntários, em vista à sua conservação. Nos atos instintivos, não há reflexão, nem premeditação. É assim que a planta procura o ar, gira em direção à luz, dirige suas raízes para a água e para a terra nutritiva; que a flor se abre e se fecha alternativamente, segundo sua necessidade; que as plantas trepadeiras se enrolam em torno de seu apoio; ou se enroscam com suas gavinhas. É pelo instinto que os animais são advertidos do que lhes é útil ou prejudicial; que, nas estações propícias, se movimentam em direção aos climas propícios; que, sem lições preliminares, constróem, com mais ou menos arte, segundo as espécies, acomodações macias e abrigos para sua descendência, ou armadilhas para prender a presa de que se nutrem; que manejam com habilidade as armas ofensivas e defensivas de que são providos; que os sexos se aproximam; que a mãe incuba seus filhotes e que estes procuram o seio materno. Quanto ao homem, o instinto domina com exclusividade, no começo da vida; é pelo instinto que o infante faz seus primeiros movimentos, que agarra seu sustento, que chora para exprimir suas necessidades, que imita o som da voz, que ensaia a fala e o andar. Mesmo no adulto, certos atos são instintivos: os movimentos espontâneos para evitar um perigo, para se livrar de um desastre, para manter o equilíbrio; tais são ainda, o piscar das pálpebras para diminuir o brilho da luz, a abertura maquinal da boca para respirar, etc.
 
12. A inteligência se revela por atos voluntários, refletidos, premeditados, combinados, segundo a oportunidade das circunstâncias. Incontestavelmente, isto é um atributo exclusivo da alma.
Todo ato maquinal é instintivo; o que denota reflexão, combinação, uma deliberação, é intelectivo; um é livre o outro não o é.
O instinto é um guia seguro, que jamais se engana; a inteligência, pelo fato de ser livre, é por vezes sujeita a erro.
Se o ato instintivo não tem o caráter do ato inteligente, não obstante, revela uma causa inteligente, essencialmente previsora. Admitindo que o instinto tem sua fonte na matéria será preciso admitir que a matéria é inteligente, e mesmo mais seguramente inteligente e previdente que a alma, eis que o instinto não se engana jamais, ao passo que a inteligência se engana.
Se considerarmos o instinto como uma inteligência rudimentar, como é que assim poderá ser, quando, em certos casos, ele se demonstra superior à inteligência racional? Como é que proporciona a possibilidade de executar coisa que a razão não pode produzir?
Se ele é o atributo de um princípio espiritual especial, o que é feito deste princípio? Depois que o instinto se apaga, esse princípio seria pois anulado? Se os animais apenas são dotados de instinto, seu futuro não tem saída; seus sofrimentos não teriam nenhuma compensação. Tal não seria conforme à justiça e à bondade de Deus. (Cap. II, Nº 19).
 
13. Segundo um outro sistema, o instinto e a inteligência teriam um único e mesmo princípio; chegado a um certo grau de desenvolvimento, este princípio, que começaria apenas com as qualidades do instinto, sofreria uma transformação que lhe conferiria as qualidades da inteligência livre.
Sendo assim, no homem inteligente que perde a razão, e apenas é guiado pelo instinto, a inteligência voltaria ao seu estado primitivo; e, desde que recupere a razão, o instinto voltaria a ser inteligência, e assim alternativamente em cada acesso, o que não é admissível.
Além disso, a inteligência e o instinto se apresentam freqüentemente ao mesmo tempo, no mesmo ato. Com o andar, por exemplo, as pernas se movem de modo instintivo; o homem coloca um pé adiante do outro, maquinalmente, sem nada considerar; porém, quando quer diminuir ou acelerar sua marcha, erguer o pé ou desviar-se para evitar um obstáculo, aí há cálculo, combinação; ele age de modo deliberado. O impulsionamento involuntário do movimento é o ato instintivo; a direção calculada do movimento é o ato inteligente. O animal carniceiro é impelido pelo instinto a nutrir-se de carne; porém, as precauções que ele toma, as quais variam segundo a circunstâncias, a fim de agarrar sua presa, sua previsão com relação às eventualidades, são atos de inteligência.
 
14. Uma outra hipótese que, por fim, alía-se perfeitamente à idéia da unidade de princípio, ressalta do caráter essencialmente previsor do instinto, e concorda com o que o Espiritismo nos ensina, a respeito das relações do mundo espiritual e do mundo corporal.
Atualmente, sabe-se que há Espíritos desencarnados que têm por missão velar sobre os encarnados, de quem são protetores e guias; que eles os rodeiam com seus eflúvios fluídicos; que o homem age de maneira inconsciente sob a ação de tais eflúvios.
Por outro lado, sabe-se que o instinto, que por si próprio produz atos inconscientes, predomina nas crianças, e em geral nas criaturas cuja razão é fraca. Ora, segundo esta hipótese, o instinto não seria um atributo da alma, nem da matéria; não pertenceria propriamente ao ser vivo, mas sim, seria um efeito da ação direta dos protetores invisíveis que supririam a imperfeição da inteligência, provocando eles mesmos os atos inconscientes necessários à conservação do ser. Seria como os andadores com as quais se sustenta a criança que ainda não sabe andar. No entanto, da mesma forma que se suprime gradualmente o uso dos andadores, à medida que a criança se sustenta por si, os Espíritos protetores deixam seus protegidos entregues a si mesmos, à medida em que eles possam se guiar por sua própria inteligência.
Assim, o instinto, longe de ser o produto de uma inteligência rudimentar e incompleta, seria o efeito de uma inteligência estranha na plenitude de sua força; seria uma inteligência protetora, que supriria a insuficiência, seja de uma inteligência mais jovem, que ela impediria à realização inconsciente de seu bem, que ainda seria incapaz de obter por si própria, seja de uma inteligência madura, mas momentaneamente entravada no uso de suas faculdades, o que ocorre no homem em sua infância, e no caso de idiotia, ou de afecções mentais.
Proverbialmente se diz que há um deus para as crianças, os loucos e os bêbados; este ditado é mais certo do que por vezes se crê; este deus não é senão o Espírito protetor que vela sobre o ser, incapaz de se proteger por sua própria razão.
 
15. Nesta ordem de idéias, pode-se ir mais longe. Esta teoria, embora seja racional, não resolve todas as dificuldades da questão.
Se observarmos os efeitos do instintivo, nota-se a princípio uma unidade de vista e de conjunto, uma segurança de resultados que não existem mais, desde que o instinto seja substituído pela inteligência livre; além disso, na adequação tão perfeita e tão constante das faculdades instintivas às necessidades de cada espécie, reconhecemos uma profunda sabedoria. Esta unidade de vistas não poderia existir sem a unidade de pensamento, e a unidade de pensamento é incompatível com a diversidade das aptidões individuais; somente ela poderia produzir este conjunto tão perfeitamente harmonioso que se estende desde a origem dos tempos e em todos os climas, com regularidade e precisão matemáticas, sem falhar jamais. A uniformidade no resultado das faculdades instintivas é um traço característico, que implica necessariamente na unicidade da causa; se esta causa fosse inerente a cada individualidade, haveria tantas variedades de instinto quantos indivíduos há, desde a planta até o homem. Um efeito geral, uniforme e constante, deve ter uma causa geral, uniforme e constante; um efeito que demonstra a sabedoria e a previdência deve ter uma causa sábia e previdente. Ora, uma causa sábia e previdente será necessariamente inteligente, e não pode ser exclusivamente material.
Não se encontrando nas criaturas, encarnadas ou desencarnadas, as qualidades necessárias para produzir tal resultado, é preciso subir mais alto, isto é, ao próprio Criador. Se nos reportarmos à explicação que foi dada sobre a maneira pela qual se pode conceber a ação providencial (Cap. II, nº 24), se figurarmos todos os seres como penetrados pelo fluido divino, soberanamente inteligente, logo se compreenderá a sabedoria previdente e a unidade de vistas que presidem a todos os movimentos instintivos para o bem de cada indivíduo. Essa solicitude é tanto mais ativa quanto o indivíduo tenha menos recursos em si mesmo e em sua própria inteligência; é por isso que ela se mostra maior e mais absoluta com os animais e com os seres inferiores do que com o homem.
Conforme esta teoria, compreende-se que o instinto seja um guia certo e seguro. O instinto material, o mais nobre de todos, que o materialismo rebaixa ao nível das forças atrativas da matéria, acha-se novamente elevado e enobrecido. Em razão de suas conseqüências, não seria preciso que ele fosse entregue às eventualidades caprichosas da inte ligência e do livre-arbítrio. Através do órgão da mãe, o próprio Deus vela sobre suas criaturas nascentes.
 
16. Esta teoria não destrói de modo nenhum o papel dos Espíritos protetores, cujo concurso é um fato verificado e provado pela experiência; porém, deve-se notar que a ação deles é essenciamente individual, que ela se modifica segundo as qualidades próprias do protetor e do protegido, e que não tem parte alguma na uniformidade e na generalidade do instinto. Deus, em sua sabedoria, conduz os cegos, mas confia à inteligência livre o cuidado de conduzir os que enxergam, para deixar a cada um a responsabilidade de seus atos. A missão dos Espíritos protetores é um dever que eles aceitam voluntariamente, e que para eles é um meio de progresso, segundo a maneira pela qual a executam.
 
17. Todas essas maneiras de considerar o instinto são necessariamente hipotéticas, e nenhuma delas tem um caráter suficiente de autenticidade para ser dada como solução definitiva. A questão será certamente resolvida algum dia, quando se houver reunido os elementos de observação que agora ainda faltam; até então, é preciso que nos limitemos a apresentar as opiniões diversas ao cadinho da razão e da lógica e aguardar que se faça a luz; a solução que mais se aproxima da verdade será necessariamente aquela que melhor corresponda aos atributos de Deus, isto é, à sua soberana bondade e à sua soberana justiça (Cap. II, nº 19).
 
18. O instinto é o guia e as paixões são as molas das almas no primeiro período de seu desenvolvimento, e por isso são por vezes confundidos em seus efeitos. No entanto, há entre estes dois princípios diferenças que é preciso considerar.
O instinto é um guia seguro, sempre bom; num certo tempo, pode tornar-se inútil, porém jamais nocivo; enfraquece, pela predominância da inteligência.
As paixões, nas primeiras idades da alma, têm isso de comum com o instinto, que os seres são por elas solicitados por uma força igualmente inconsciente. Elas nascem mais particularmente das necessidades do corpo, e mais que o instinto, se prendem ao organismo. O que as distingue do instinto, sobretudo, é que são individuais e não produzem efeitos gerais e uniformes, como este; ao contrário, vemos que elas variam de intensidade e de natureza, conforme os indivíduos. Elas são úteis, como estimulantes, até que se dê a eclosão do senso moral, o qual, de um ente passivo, faz um ser razoável; nesse momento, elas se tornam não só inúteis, mas também prejudiciais ao progresso do Espírito de quem retardam a desmaterialização; elas se enfraquecem com o desenvolvimento da razão.
 
19. O homem que não agisse senão pelo instinto, de modo constante, poderia ser bom, mas deixaria dormir sua inteligência; seria como o menino que não abandonasse os andadores e não saberia servir-se de seus membros. Aquele que não se assenhoreia de suas paixões pode ser muito inteligente, mas ao mesmo tempo, poderá ser muito mau. O instinto se aniquila por si mesmo; as paixões não são domadas senão pelo esforço da vontade.
 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O MAGNETISMO DO BANHO

 
O MAGNETISMO DO BANHO - ANDRÉ LUIZ - CHICO XAVIER
 
 




 
 
O contato da água no corpo provoca um estímulo magnético que percorre todo o organismo, deixando-o calmo, e preparando-o para o sono reparador ou para as lutas de cada dia.
 
O banho diário, quando encontra na mente apoio, torna-se um passe.
 
Além das virtudes curativas da água, enxertar-se-ão fluidos magnéticos, de acordo com a irradiação da alma.
A disciplina dos pensamentos é uma fonte de bem-estar na hora da higiene do instrumento carnal.
No instante do banho é preciso que se entenda a necessidade da alegria, que nosso pensamento sustente o amor, até um sentimento de gratidão à água que nos serve de higiene.
Visualize, além da água que cai em profusão, como fluidos espirituais banhando todo o seu ser.
O impulso dessa energia destampa em nosso íntimo a lembrança da fé, da esperança, da solidariedade, do contentamento e do trabalho.
Por este motivo, banho e passe, conjugados, são uma magia divina ao alcance de nossas mãos.
O chuveiro seria como um médium da água e dele sai o fluido que vivifica o corpo.
Poder-se-á vincular o banho ao passe, e ele poderá ser uma transfusão de energias eletromagnéticas, dependendo do modo pelo qual nós pensamos enquanto nos banhamos.
Uma mente ordenada na alta disciplina e pela concentração, em segundos, selecionará, em seu derredor, grande quantidade de magnetismo espiritual e os adicionará, pela vontade, na água que lhe serve de veículo de limpeza física, passando a ser útil na higiene psíquica.
Observem que, ao tomar banho, sentimo-nos comovidos, a ponto de nos tornarmos cantores!
E a alegria advinda da esperança nos chega da água, que é portadora dos fluidos espirituais, que lhes são ajustados por bênção do amor.
 
O lar é o nosso ninho acolhedor, e nele existem espíritos de grande elevação, cuja dedicação e carinho com a família nos mostrará como Deus é bom.
Essa assistência atinge, igualmente, as coisas materiais, desde a harmonização até o preparo das águas que nos servem.
Quantas doenças surgem e desaparecem sem que a própria família se conscientize disso?
É a misericórdia do Senhor pelos emissários de Jesus, operando na dimensão oculta para os homens, e encarregados de assistir ao lar.
Eles colocam fluidos apropriados nas águas para o banho, e nas que bebemos.
E, quando eles encontram disposições mentais favoráveis, alegram-se pela grande eficiência do trabalho.
Na hora das refeições, é sagrado e conveniente que as conversas sejam agradáveis e positivas.
 
No momento do banho, é preciso que ajudemos, com pensamentos nobres e orações, para que tenhamos mãos mais eficientes operando em nosso favor.
Se quisermos quantidade maior de oxigênio nitrogenado, basta pensarmos firmemente que estamos recebendo esses elementos, e a natureza nos dará isto, com abundância.
É o "pedi e obtereis", do Cristo.
E, com o tempo, estaremos mestres nessa operação que pode ser considerada uma alquimia.
A alegria tem também bases físicas.
Um corpo sadio nos proporcionará facilidades para expressar o amor.
Quando tomar o seu café pela manhã, tome convicto(a) de que está absorvendo, juntamente com os ingredientes materiais, a porção de fluidos curativos, de modo a desembaraçar todo o miasma pesado que impede o fluxo da força vital em seu corpo.
E sairá da mesa disposto(a) para o trabalho, como também para a vida.
Despeça-se de sua família com carinho e atenção, e deixe que vejam o brilho otimista nos seus olhos, de maneira a alegrar a todos que o amam; assim, eles lhe transmitirão as emoções que você mesmo despertou neles e isso lhe fará muito bem.
Lembre-se de que um copo de água que tome, onde quer que seja, pode ser tomado e sentido como um banho e passe internos.
Não se esqueça de bebê-lo com alegria e amor, lembrando com gratidão de Quem lhe deu essa água tão necessária, pois se ela vem rica de dons espirituais, aumentará a sua conexão com o divino poder interno.
É muito bom estar consciente a cada coisa que nos acontece e estar agradecido, se sentindo abençoado(a) e cheio(a) de amor.
A consciência, a gratidão e o amor são dois caminhos paralelos, que a felicidade percorre com alegria.
 


domingo, 25 de agosto de 2013

APÓSTOLO PAULO


 
 
«Olhai que ninguém vos engane por meio de filosofias e ocas subtilezas, segundo as tradições dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo. Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade, e vós estais completos nele... »
 
 

domingo, 18 de agosto de 2013

CONHECEREIS A VERDADE...



 
CONHECEREIS A VERDADE...
 
Inocêncio III beijou os pés de Francisco de Assis?
 
Corre uma lenda, entre os católicos romanos, que diz que o vaidoso papa Inocêncio III quando se encontrou com Francisco de Assis lhe beijou os pés. Mas terá sido mesmo assim?
A este respeito Justo L. González observa:
O encontro entre Francisco e Inocêncio deve ter sido dramático. Inocêncio era o papa mais poderoso que a história tinha conhecido (...) à sua disposição estavam as coroas dos reis e os destinos das nações. Diante dele, o pobrezinho de Assis, a quem pouco importavam as intrigas da época, e cuja única razão para querer conhecer o imperador era pedir-lhe que promulgasse uma lei proibindo a caça de “minhas irmãs, as avezinhas”. Um altivo; o outro esfarrapado. (...) Conta-se que o Pontífice recebeu o pobrezinho com impaciência.
- Vestido como estás, mais pareces um porco que um ser humano –  disse, – Vai viver com os teus irmãos.
Francisco se inclinou e saiu em busca de uma pocilga. Ali passou algum tempo entre os porcos, revirando-se no lodo. Depois regressou para onde estava o papa, e com toda humildade se inclinou novamente e lhe disse:
- Senhor, fiz o que mandaste. Agora te rogo que faças o que eu te peço. [1]
Se se tratasse de outro papa, a entrevista teria terminado ali mesmo. Mas parte do génio de Inocêncio estava precisamente em saber medir o valor das pessoas, e unir os elementos mais díspares sob a sua direção. Naquele momento o franciscanismo nascente esteve na balança, como uma geração antes estivera o movimento dos valdenses. Mas Inocêncio foi mais sábio que o seu predecessor, e a partir de então a igreja contou com um dos seus mais poderosos instrumentos.”
(Justo L. González, Historia del Cristianismo. Miami: Unilit, 1994, Tomo I, p. 510)

[1] Francisco, acompanhado por uma dezena de seguidores, tinha decidido ir a Roma pedir ao papa, na altura Inocêncio III, a autorização para fundar uma nova ordem.
Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A CASA ESPÍRITA




A CASA ESPÍRITA
 

A Você que está chegando.

Por Joana Abranches (Espírito)

Hoje a palavra é para você, companheiro de muitas procuras, que chega à Casa Espírita em busca do bálsamo que alivie uma grande dor, da palavra que ajude a superar um momento de crise ou que preencha algum “não sei quê?” esquisito que lhe deixa enorme vazio cá dentro do peito.

Talvez esta seja a derradeira porta, após tantas tentativas de encontrar o equilíbrio, a paz, enfim, o sentido da vida. E o seu coração se divide agora entre esperanças e temores. Afinal, foram tantas as frustrações... Mas, como diz a canção da Zizi Possi... “Vá, e entre por aquela porta ali, não tem caminho fácil não, é só dar um tempo que o amor chega até você”...

Pois é, amigo, grupos espíritas não são igrejas. São espaços fraternos de vivência do Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita, uma espécie de oficinas do bem, onde se busca, em conjunto, aprender e exercitar esse tão decantado amor ao próximo. Então, por favor, não nos idealize. Não espere uma bondade e elevação que ainda não possuímos.

O espírita professa uma fé racional que, facilitando a compreensão dos porquês da existência, aumenta também a responsabilidade de uma mudança de atitude para melhor, diante dos desafios cotidianos da vida. Porém, não nos enganamos, nem queremos lhe enganar a respeito de quem somos. Somos exatamente como você. Sentimos as mesmas dificuldades afetivas, emocionais, sexuais, espirituais e tantas outras, inerentes à nossa condição humana de seres em evolução. Estamos todos no mesmo barco, amigo, mas remar juntos para chegarmos em segurança à outra margem da vida – que é o nosso destino e lugar de origem – certamente fará toda a diferença. E isto nós queremos e podemos fazer.

Não temos rituais ou chefes religiosos. Trabalhamos em regime de cooperação fraterna e voluntária, conforme as aptidões e disponibilidade de cada um, em benefício de todos os que aqui chegam. Por isto, querido amigo, ao entrar por aquela porta, não espere encontrar sacerdotes investidos de superioridade ou poder. Não espere encontrar um grupo seleto de iniciados em “mistérios do Além” ou indivíduos infalíveis que lhe digam, a todo tempo, o que fazer, pois encontrará apenas pessoas comuns, com muitas certezas e convicções sim, mas também com crises e inseguranças, assim como as suas.

Aqui você vai encontrar aprendizes na arte de servir. Gente que se sente feliz em contribuir para a felicidade alheia, pessoas sempre prontas a acolher, ouvir e amparar. Não suponha, porém, que estejamos isentos de provas e problemas. Assim como você, lutamos e sofremos. Apenas optamos pela ação no bem como forma de trabalhar em nós mesmos o próprio aperfeiçoamento, contribuindo para a construção de uma sociedade melhor, ao mesmo tempo em que buscamos, no estudo e no trabalho, as respostas e a coragem necessárias para enfrentar as nossas próprias batalhas na arena da vida.

Entre nós, encontrará também companheiros esforçados na tarefa de consolar e esclarecer. Não nos tenha, porém, como sábios inquestionáveis ou seres santificados. Assim como você , não vivemos alheios às dificuldades do mundo. Creia, amigo, o nosso maior desafio é exemplificar, na prática, as verdades espirituais que conhecemos e pregamos. No dia a dia, sobretudo lá fora, esforçamo-nos por ser pessoas mais pacificadoras, generosas, fraternais, e, sinceramente, nem sempre o conseguimos...

Mas, se é grande ainda a nossa imperfeição, maior é a alegria de vê-lo chegar. E assim como Pedro, o apóstolo rude e sincero de Jesus, apesar do reconhecimento da nossa pequenez humana e espiritual, é muito bom poder aconchegá-lo com carinho e lhe dizer do fundo do coração: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho vos dou”. (Atos, 3:6)

Caminhemos juntos!

(Extraído do Reformador, de Dezembro de 2009, página 39)