IL POVERELLO

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O PORQUÊ DE CADA UM DE NÓS !..





Devemos entender o porquê de cada um de nós em nossas próprias existências, e o porquê de cada um de nós na existência dos outros. Outros que são os nossos próximos,  como nós mesmos que somos os seus próximos.

Deu para entender? Complicado não?.. Pois é,  parece complicado, mas não o é, pois vejamos!

Ora se nós conseguirmos destrinchar e compreender esse enigma existencial que inapelavelmente nos acompanha e nos cerca em nossas existências confrontadas em relação aos nossos outros que são os nossos próximos, assim como nós os somos deles, estaremos dessa forma nos aproximando da descoberta desse mistério que é a convivência humana entre os seres espirituais.

Para que serve a convivência humana de cada um de nós, podemos dizer, senão para que haja a confrontação das nossas desigualdades individuais e que, em si confrontando possam se acertar em seus débitos uns para com os outros, e, uma vez assim feita possamos  nós bem entendidos e acordados nos considerarmos quites uns para com os outros?...

É comum, é muito comum a quem se entrega ao atendimento fraterno, que pode ser mais ou menos assim explicado: são seres humanos que se dedicam a conversar e dialogar com seus semelhantes os quais trazem problemas e dificuldades em suas existências, especialmente no que diz respeito ao relacionamento com os seus próximos e parentes, é comum vermos e ouvirmos as lamentações, os sofrimentos, as dores e muitas vezes os desesperos, que não muito raro podem causar o cometimento de atos tresloucados de parte a parte com conseqüências desastrosas...

Bem, onde está o enigma de toda essa fatalidade. Onde poderemos vislumbrar e ver o porquê desse desiderato, dessa imponderabilidade. Olhem meus estimados irmãos, mas olhem mesmo e vejam se vocês conhecem ou se já se deram um pouco de si mesmos para conhecerem e estudar as orientações das leis eternas do criador. Independentemente de qualquer que seja o seu seguimento religioso, a sua filosofia de vida, o seu ateísmo. Mas, como a ninguém é dado estar acima do bem e do mal, independe de que se acredite ou não em um criador eterno, todos estão imponderavelmente submetidos a tais princípios legais, quer queiram quer não.

Por isto os acertos e as cobranças de nós para com nós mesmos em relações aos nossos e vice-versa.  Implacavelmente, doa a quem doer, é da lei.

Porém, assim colocado, a coisa poderá se tornar amena. Como, perguntará você? Assim meu irmão! Agora você já compreende de que aquele ser que lhe acompanha nesta existência, tem algo em comum com você. Ele, eles, nós e você, estão juntos não é por acaso, não é a toa. As cobranças e os desentendimentos são necessários para que se dê o acerto de contas. Portanto se você em determinado momento se sente pressionado, acuado e  com a espada no peito, traído, agredido, injuriado e até morto por circunstâncias tais, é da lei, entenda!

Se você quiser, para sermos realistas, tudo isto é um palco, uma encenação em que atores representam a vida em lances que se repetem entre os que ali se apresentam naquele momento existencial, para que sirvam de lição e exemplo a todos. Demonstrando que ninguém está acima de ninguém e nem em condições de atirar a primeira pedra, muito menos de atirar a pedra, como se referiu o Mestre Jesus - aquele que não pecou atire a primeira pedra, se referindo à mulher adúltera que os da sua época queriam matar a pedradas, nas suas barbas...

Meus estimados irmãos: compreendamos meus estimados irmãos que as estocadas e ferroadas que hoje estamos recebendo dos nossos próximos são indiscutivelmente as mesmas que já as provocamos em todos eles. Ah! e  o melhor? O melhor meus amigos é o que o nosso pai querido Francisco de Assis ensinou: “é perdoando que se é perdoado”.
 

Rio, 13/07/2012.
Emmanuel Avelino.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A GENTE QUEM? QUEM É A GENTE?




                   Eu costumo,  diariamente, ouvir o programa em que Ricardo Boechat, na band news comanda como âncora. Tem telefones, e-mail e tudo mais, meios pelos quais qualquer um pode entrar em contato com o apresentador, ou apresentadores, são vários.  Se alguém desejar sintonizar a rádio deverá localizá-la e sintonizá-la em 49.9 em freqüência modulada.

                   Devo reconhecer que se trata de um programa respeitável que aborda temas e seleciona problemas que afetam indiscutivelmente a sociedade, o povo, a nação e por que não dizer os consumidores e em especial os contribuintes com um todo.

                   O apresentador que dispensa apresentações é um jornalista de peso e de muita envergadura, um medalhão da informação, se quiserem. Ricardo Boechat, quem não o conhece de outras tantas mídias, quem não o conhece do portentoso jornal do Brasil, onde o mesmo perlustrou com tamanha competência uma coluna  sobre a sociedade e que era respeitabilíssima...

                   Tudo bem! Mas isto não lhe confere o direito, se bem que, será que é um direito ou uma obrigação, um dever de bem informar e conduzir o hoje programa da band news na rádio bandeirantes como âncora, de esquecer que, ele é um formador de opinião?

                   Por que estamos colocando os fatos dessa maneira? A bem da verdade o que vamos questionar é algo que se tornou uma praga. Essa praga vem se alastrando desde o momento em que pessoas que cresceram aos olhos do povo como sendo um fenômeno de popularidade, empatia, aceitação pública, se julgaram detentoras do saber e da verdade sobre tudo e sobre todos.

                   Eu não preciso nem me esforçar para demonstrar e convencer de quem se trata. O linguajar desses personagem é por demais corriqueiro e banal. Todos nós estamos sobejamente  acostumados e cansados de os ver falando e profetizando nos meios de comunicação. Consideram-se os donos da verdade e se sentem acima do bem e do mal.

                   Basta isso, pensem e observem para chegarem à conclusão. Porém, Ricardo Boechat não! Esse eu não vou perdoar. Esse é uma instituição, um  verdadeiro e autêntico gênio da comunicação escrita, falada e televisada, a esse eu não perdôo.  

                   Escuto sempre que posso o seu programa matinal na referida rádio. Tenho o maior respeito e admiração pelas suas posições pessoais, ideológicas, filosóficas, políticas, etc., do mesmo. Estou sempre concordando em número, grau e gênero com as suas colocações e críticas e cobranças proferidas contra as autoridades públicas, sejam tais autoridades de que nível for.   

                   Agora, permita-me Ricardo Boechat inserir neste contexto logosófico a minha insatisfação. Muito bem! Ouço a sua insistente e pertinaz cobrança às autoridades desta nação, das atenções devidas aos cidadãos deste país sobre os mais diversos aspectos, os mais distintos assuntos, as mais variadas causas existenciais. A sua veemência, a sua eloqüência, o seu determinismo em demonstrar os fatos e cobrar a reparação dos mesmos, se for o caso, é esplendoroso, meu nobre Ricardo Boechat...

                   Bem, agora devo dizer-lhe o que não combina(como você muito bem gosta de usar essa palavrinha), é você e todo seu staff, usar descomedidamente, abusivamente, a expressão popular, a qual chega a ser enjoativa, “ a gente”.

                   Veja, Ricardo Boechat! Quem é a gente? Quando você fala, quando você cobra, quando você assume a condição de “ a gente”, quem você pensa que está representando? Quem é verdadeiramente “a gente”? Ora, data vênia, “a gente” não é ninguém, verdadeiramente.  

                   Por isso, o seu, o meu e o nosso discurso será sempre no vazio, sempre que não dermos sempre, repito,  o nome aos bois. O que devemos espectar de pessoas da sua envergadura, não tenho dúvidas, é o exemplo.

                   A cobrança que você diuturnamente e providencialmente faz em defesa da sociedade, da nação e do povo brasileiro, é uma cobrança plural, é uma manifestação cívica, portanto da nação brasileira. E a nação brasileira não é “a gente”, somos  nós a nação, o povo, os consumidores e contribuintes deste país. Portanto, “a gente” não cobra nada de quem quer que seja, quem deverá cobrar tudo o que tem efetivamente direito, somos nós, sempre no plural, o povo brasileiro.

Rio, 20/06/2012.

Emmanuel Avelino.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

ALGUÉM TEM MEDO DE ESPÍRITO?

Por que devo esconder a minha condição de espírito? Esconder de quem que sou um espírito? Como esconder, eu que sou um espírito,  de você que também é um espírito? Como se isso fosse possível! Mas, me esconder de você em minhas condições viva de luz, de energia em si manifesta, consciente e possuidora de razão, tudo isto estabelecido pelo detentor das energias das energias? É isso a que se denomina a causa primária de todas as coisas! Como me esconder perante todo esse contexto existencial? Espírito sou e caminho na minha condição progressiva de ter partido do zero da ignorância para a perfeição da minha sabedoria, trilhando uma escala de evolução na qual vou me equiparando desde o verme até minha inteligência sublime e próximo da perfeição suprema!  Como não reconhecer que é um espírito a se manifestar àquele que mediante o seu grau de evolução neste instante se encontra vibrando e em sintonia com as forças da natureza e seus elementares e que por isso mesmo estar ainda hoje  na escala dos aborígenes? Como descartá-lo da sua condição primitiva e dizer que só reconhecemos a manifestação de espíritos puros, perfeitos e superiores com os quais nos comunicamos pelos canais de médiuns  e videntes? É possível pelo fato de ainda estar um espírito num grau atrasado da sua evolução, deixar ele de também ser um espírito? Só devemos levar em consideração a manifestação dos espíritos, ditos superiores, para que possamos acreditar na existência e na manifestação verdadeira de um espírito e levá-lo em acatamento, enquanto para um espírito atrasado na sua escala evolutiva, para este a sua manifestação – através de um médium, é claro – não existe? Podemos creditar a existência do espírito que se apresenta confirmando a sua condição de ter passado entre nós, demonstrando que fora no passado Chico Xavier – isto é um exemplo – nos convencendo mediante a demonstração dos seus feitos e não devemos acreditar num outro espírito que nos visita demonstrando de que fora no passado um preto velho ou um índio, mediante a demonstração dos seus feitos? Aquele fora Chico Xavier, esse fora  Araribóia, esse outro fora uma preta velha conhecida por vovó Maria Conga da Bahia? A todos devemos reconhecer como sendo espíritos, ou apenas só reconheceremos se for o espírito de Chico Xavier, André Luiz, Bezerra de Menezes, porque espíritos de mais luz e de maior evolução é que se nos será permitido tê-los como espíritos e aos outros não? Afinal todos somos espíritos. Encarnados hoje, ontem desencarnados, amanhã novamente desencarnado, como não reconhecer esse processo da nossa própria caminhada espiritual, e por que ter vergonha de bradar a nossa condição mesma de ser extra corpóreo se não passamos disso e não seremos outra coisa, quer queiram quer não, do que meros espíritos a perambular pelos escaninhos da existência cósmica, como energia bruta em processo de lapidação,  purificação e aperfeiçoamento? Fica aqui, finalmente, uma interrogação,  alguém aqui entre nós, desconhece que é um espírito? Alguém aqui entre nós tem medo de ser espírito?

Rio, 31/05/2012

domingo, 19 de fevereiro de 2012

ONDE VOCÊ ESTIVER NÃO SE ESQUEÇA DE MIM!..




Meus queridos irmãos, olha que coisa maravilhosa saiu da cabeça(mente) desse  poeta. Onde você estiver não se esqueça de mim. Que lance ideal, prefeito, genial do poeta: onde você estiver não se esqueça de mim! Perceberam meus queridos irmãos? Onde você estiver não se esqueça de mim!...



Desculpem-me,  já passou a crise de apelo íntimo poético. Agora verifiquem os fatos que são fenômenos e coisas dos Espíritos que nada mais que isso somos todos nós.



Vejam: nós, eu e você e porque não dizer todos nós, sim todos, todos nós mesmo, estejamos em qualquer parte deste planeta ou no mundo cósmico em outra dimensão, todos nós somos inapelavelmente Espíritos.



O que é que nós Espíritos viemos fazer quando nascemos aqui neste planeta? Bem, pode ser que nasçamos também em qualquer outro planeta se assim for a nossa missão ou determinação das Leis Supremas que nos dirigem.



Mas fundamentalmente aqui estamos, estivemos e voltaremos a estar para darmos conta da nossa caminhada de estudos, pesquisas, projetos, provas, resgates, acertos de rotas, sofrimentos, dores, mas que temos como meta principal o combate das nossas más inclinações para que possamos nos assegurar de que caminharemos pela  rota do bem e do amor a todas as obras  criadas por DEUS.



E, DEUS nos criou e deixou dito, ou melhor, mandou que dissessem em seu sagrado e santo nome: onde você estiver não se esqueça de mim! Eis aí meus queridos irmãos o grande e inefável autor da obra, esse Poeta maior, sublime, supremo que habita a sua obra mas que não conhecemos o seu endereço; mas se quiserem, pois,  saberem, o mesmo habita em cada um dos nossos corações, vez que nunca estamos esquecidos Dele.



Ora, se todo aquele ente querido nosso que não nos sai do pensamento está sempre habitando o nosso coração, por que não também DEUS?



Mas o que foi que você disse aí, “não sai do pensamento”, é isso mesmo? Assim não vale... Assim você matou a charada. É aí que mora o “x” do problema ou o mistério de tudo na nossa vida: o nosso PENSAMENTO. Pronto agora temos que dizer o porquê de tudo isso que estamos tentando fazer para os nossos irmãos compreender.



Ocorre meus queridos, que são os nossos pensamentos quem estabelecem os nosso contato vibracionais energéticos quânticos, quânticos porque eles atuam no campo da física cósmica que por enquanto nós humanos terráqueos ainda não aplicamos, por enquanto usamos apenas quatro dimensões energéticas para existirmos, enquanto no universo cósmico quântico tais dimensões são nada mais nada menos que onze. Nada de mais, nada de mais, existem obras na literatura espírita  atual que explicam tudo isso. Procurem...



Agora procuremos entender a função dos nossos pensamentos. Quando um de nós pensa, idealiza, imagina, conjectura, deseja, pede, reza, ora está manifestando seus pensamentos. Digamos que estou agora pensando num ente meu muito querido que se encontra distante de mim, mas me ocorre sentir saudades dele. Esse fato vem a ser exatamente aquele “não se esqueça de mim”do nosso Poeta Maior, autor da poesia e da Lei Eterna de que através do pensamento estamos em perfeita união. É isso que também disse JESUS “onde duas ou mais pessoas estiverem reunidas em meu nome, Eu estarei entre elas”. É que o pensamento é vivo, é coisa, é palpável, é matéria sutil, quintessenciada, é vida. Ao pensarmos em DEUS, em JESUS, em um ente querido nosso, esteja ele encarnado ou desencarnado, Eles estarão presente, indiscutivelmente, é da Lei e vale para todos, inclusive DEUS.



Agora, não vale duvidar, porque se duvidas já não acreditas em nada, nem em você e muito menos em JESUS que veio dizer o que muito bem o disse. Bom, mais agora se falou de “muito bem”que foi exatamente o que JESUS tentou nos trazer e demonstrar na sua última encarnação neste planeta. Pois agora atentemos para mais um detalhe do “não se esqueça de mim”.



Bem,  agora Eu pensei em você que já não estás mais entre os encarnados, é isso mesmo, agora estou em contato com um Espírito que não se encontra encarnado, não está aqui entre nós que escrevemos e que lemos este artigo.



Estou conversando com ele perguntando se como nós aqui encarnados ele também sente a nossa falta e/ou se sente saudades dos que ainda aqui se encontram na matéria. “Ele nos diz que não é bem pela falta que sente de quem deixou ainda na carne, porém, com eles a coisa se dá de maneira mais sofrível, pois que ele está sempre conosco quando assim deseja e tem a permissão de nos visitar. Sabe ele quando  nós estamos pensado nele e sentido a sua falta, sentindo saudades, mais é compreensível vez que nós pelo apego que ainda temos à matéria não podemos ver a  plenitude da nossa existência espiritual, na dimensão em que se encontram os desencarnados”.



Observem meus irmãos  o detalhe que nos foi dito pelo irmão desencarnado: “sabe ele quando nós estamos pensando nele”, portanto pelo pensamento nós estamos permanentemente realizando as nossas vontade e desejos.



Resta alertar mais um detalhe, detalhe este muito importante porque é através deste detalhe que nós poderemos ou não subir mais um degrau na nossa escada evolutiva, e que é exatamente para isto que aqui estivemos, estamos e estaremos para cumprir inexoravelmente  a Lei de DEUS.



Lembram-se que acima falamos de JESUS que veio trazer a sua palavra o seu evangelho a sua obra. Pois é, o pensamento pode tudo, juntando a esse pensamento temos mais um pormenor da Lei de DEUS, que nos concede o sagrado direito do nosso livre-arbítrio, livre-arbítrio esse que nos faculta fazer aquilo que bem nos apraz, nos satisfaz, nos engrandece, nos envaidece, nos pode tornar em tudo, porém não se iludam tudo isso são meras aparências. Existe até um  ditado do povo que diz: as aparências enganam, mas que é seu absolutamente seu o seu livre arbítrio e ninguém o tira e nem pode contrariá-lo, isso até DEUS assegura.



Mas JESUS veio trazer o Amor de seu Pai Eterno que se traduz em se fazer o bem, sempre o bem e sempre que se possa o bem. Agora você já sabe que para você seguir a JESUS você terá que fazer também o bem. Porém é aqui que  mora o “x” do problema; não adianta você se ligar ao bem apenas quando você pede socorro e ajuda a DEUS e a JESUS. Nós já percebemos que para nos conectar com a divindade temos que usar o nosso pensamento, pedimos o que necessitamos aos nossos Protetores através dos nossos pensamentos. Porém e quando usamos os nossos pensamentos para algo que não é o bem; o que ocorre neste momento e o que estamos fazendo?  Ora, ora, estamos usando esse poder incomensurável que habita em nossas consciências dado por DEUS para fazermos exatamente o contrário do que estamos fazendo e do que nos orientou JESUS e mais do que isso, pois é o que quer que seja feito as LEIS ETERNAS e NATURAIS de DEUS!



Se nós estivermos usando o nosso pensamento para realizar idéias, desejo e vontade que não sejam para o nosso bem ou daqueles que nos rodeiam, encarnados ou desencarnados, é porque estamos ligados, infelizmente, lamentavelmente, ao mundo das trevas e do mal.



DEUS é tão bom que para encerrar não podemos deixar de alertar, até  para arejar o nosso Espírito, o que Ele diz: “onde você estiver não se esqueça de mim, pois Eu Sou o seu Pai Eterno amoroso e justo, acolho todos os que seguirem os ensinamentos do meu Filho JESUS que vos ensinou o caminho do BEM, mas ainda assim se vos arrependerdes da prática do mal e a mim vierdes Eu vos perdoareis, pois vós sois a minha sagrada obra.”



Rio, 19/02/2012.

Emmanuel Avelino.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O PAI NOSSO FRANCISCANO

   


                   Francisco gostava muito desta oração e costumava recitá-la com os irmãos. Estes aprenderam dele e a transmitiram aos irmãos que depois vieram.

                   É um testemunho formoso do modo como rezava a primeira geração franciscana. 

                   A devoção de São Francisco ao Pai Nosso era profundíssima, como testemunham os escritos, onde aconselhava o seu uso.

                    Não fora ele ensinado pelo próprio Jesus e não se dirigisse ele àquele Pai cuja ternura se lhe revelara de forma tão patética no palácio do Bispo de Assis que a sua alma, tangida pelas palavras divinas, se alongasse em ressonâncias emocionadas é o que há de mais natural.

                  Santíssimo Pai nosso, nosso  Criador, nosso Redentor, nosso Salvador e Consolador!

                   Que estás nos céus: Nos anjos e nos Santos, iluminando-os, para que te conheçam, porque tu, Senhor és luz; inflamando-os, para que te amem, porque tu és amor; habitando neles e enchendo-os, para que gozem a bem-aventurança, porque tu, Senhor, és o sumo bem, o bem eterno, donde procede todo o bem, e sem o qual não há bem algum.

                   Santificado seja o teu nome: Que o conhecimento de ti mais se clarifique em nós, para conhecermos qual a largueza dos teus benefícios, a grandeza das tuas promessas, a alteza da tua majestade, e a profundeza dos teus juízos.

                   Venha a nós o teu Reino: De modo a reinares em nós pela graça, e a levar-nos a entrar no teu Reino, onde a visão de ti é clara, o amor por ti é perfeito, ditosa a tua companhia e gozaremos de ti para sempre.

                   Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu: Para te amarmos de todo o coração, pensando sempre em ti; sempre a ti desejando como todo o nosso espíeito; sempre a ti dirigindo todas as nossas intenções, e em tudo procurando a tua honra; e com todas as veras empregando todas as nossas forças e potências do corpo e da almaao serviço do teu amor e de nada mais. E para amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, atraindo todos, quanto possível, ao teu amor, alegrando-nos dos bens dos outros como dos nossos, e compadecendo-nos dos seus males, e não fazendo a ninguém qualquer ofensa.

                   O pão nosso de cada dia, o teu dileto Filho nosso Senhor Jesus Cristo, nos dá hoje, para memória, e inteligência e reverência do amor que nos teve, e de quanto por nós disse, fez e suportou.

                   E perdoa-nos as nossas ofensas: Por tua inefável misericórdia, por virtude da Paixão do teu amado filho Nosso Senhor Jesus Cristo, e pelos méritos e intercessão da bem-aventurada Virgem Maria e de todos os seus Santos.

                   Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido: e o que não perdoamos plenamente, faz Senhor, que plenamente perdoemos, a fim de que, por teu      Amor, amemos de verdade os inimigos, e por eles a ti devotamente intercedamos, a ninguém pagando mal com mal, e em ti procuremos ser úteis em tudo.

                   E não nos deixes cair em tentação: oculta ou manifesta, súbita ou renitente.

                   Mas livra-nos do mal: passado, presente e futuro.     

Glória ao Pai...


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Que mundo é esse?..



                        Essa pergunta vem atender a muitas interrogações de muitas pessoas que por certo hão de se perguntar que mundo é esse em que nós vivemos?... Mas, de que mundo se trata esse que  nós  estamos falando? Mundo do qual todos nós temos noção que seja o lugar onde nós nascemos o país em que vivemos o planeta em que nos encontramos e que eventualmente é a terra, mas  que mundo é esse?


                        Essa interrogação me surgiu em decorrência de um questionamento teimoso de querer saber por que habitamos um corpo material que se constitui de energias densas que costumamos chamar de matéria e que depois que deixamos essa mesma matéria nos deslocamos para um outro corpo não mais de matéria densa, mas que possivelmente de matéria sutil que chamamos de corpo espiritual; uma outra dimensão diferente desta que nos encontramos e que é muito difícil de compreender de que mesmo fora do corpo da matéria densa ainda assim continuamos vivos e atuantes.

                       Mas não há como desconhecer de que este fato é incontestável, haja vista todas as pesquisas das quais  temos conhecimento pela literatura espírita confirmando esse fato, essa verdade e que ninguém até esta data atual pode provar ao contrário, o de que continuamos a existir após o desligamento das energias densas conhecidas como corpo material.  
                       Pois, será que podemos desconhecer de que somos em parte aquilo que pensamos; de que os nossos pensamentos constituem uma existência nossa à parte da nossa matéria densa, do nosso corpo e até mesmo do nosso cérebro? Dá para compreendermos de que o que pensamos nem sempre às vezes é verdadeiramente aquilo o que somos e o que desejaríamos que fosse a nossa vida?  
                        Será que dá para percebermos que a nossa imaginação habita um outro limite da nossa consciência e da nossa memória e que muitas vezes somos um outro personagem que habita uma outra dimensão da qual nós como matéria densa não temos acesso, não temos como alcançá-la?

                        Pois é, é um outro mundo o qual não é mais puramente matéria e corpo denso e energia concentrada de forma densa,  impenetrável como a que conhecemos nesta vida e neste processo evolutivo da nossa existência espiritual.

                        Mas nós sabemos que há uma outra dimensão em que como Espíritos haveremos de habitar, haveremos de para lá retornar, não fosse assim como haveríamos de reconhecer os entes espirituais dos quais até nos valemos e pedimos a sua ajuda, a sua força e a sua energia para nos proteger, sarar as nossas dores e sofrimentos, nos curar e livrar dos atropelos  e dificuldades, se eles não continuassem existindo nessa outra dimensão.
   
                        Como seria nos valer de Deus, Jesus, do nosso Anjo da Guarda, nosso Espírito Protetor se eles não estivessem existindo nesse outro patamar de uma existência que não a conhecemos muito bem, mas que certamente não é mais essa material da qual sempre estamos a depender.

                         Ora e se eles foram para lá após passar por aqui, exceto Deus o nosso Pai Maior, e continuam existindo, sendo invocados e convocados por todos que aqui continuam, por que nós também não heveríamps de ter essa mesma destinação? Ora, não somos todos filhos de Deus, não somos todos iguais perante o Pai, somos semelhantes entre nós  mesmos, por que então nos julgarmos diferentes uns dos outros se não é isso o que nos falam todos os que já se foram e que retornam como Espíritos para nos dizer e orientar que em breve estaremos todos juntos na mesma dimensão.  
                       A nos dizerem que a nossa verdadeira morada é lá e não aqui, pois essa é uma condição passageira nossa para nos acertamos com algumas situações existenciais de vidas outras passadas, para, digamos assim, processarmos alguns acertos e ajustes em função daquilo que praticamos anteriormente e até mesmo agora e que estar a precisar de ajustes e correção de metas e destinos.  

                        Portanto meus irmãos essa nossa atual condição material não estar a querer dizer que seja esta a última etapa da nossa verdadeira existência e nem que teremos um dia final, pois pelo que nos informam nossos irmãos que se encontram numa outra dimensão de vida, de que nós somos Espíritos cuja a vida nunca deixa de existir, somos pois,  se querem mesmo saber imortais.

Rio, 05/02/2012.

domingo, 1 de janeiro de 2012

O LIVRE ARBÍTRIO




O nosso livre arbítrio é uma condição moral oferecida pelo nosso Criador para que possamos nos conduzir em nossa vida na carne, podendo demonstrar como nos utilizamos da nossa capacidade de independência existencial, às vezes sim, às vezes não, em consonância com as Leis Eternas e Naturais do próprio Criador.

 
Ora, seria essa independência do nosso livre-arbítrio uma confrontação às determinações das leis divinas? Essa liberdade consentida do nosso livre-arbítrio ou essa condição de absoluta independência do que podemos fazer, seria mais uma lei determinante da nossa condição evolutiva? E, se em virtude de nossos atos e pensamentos estaremos caminhando para nos submetermos as condições de causa e feito, face as provocações impostas pelo nosso livre-arbítrio, cujo resultado serão as nossas provas e expiações? Pois é exatamente a isto a que todos nós estamos submetido e sujeitos quando o resultado do nosso livre-arbítrio se manifesta pela sua absoluta independência e vontade.


Sim é tudo isso e mais alguma coisa... O nosso livre-arbítrio, de fato se constitui num imenso vôo, “in solum”, o nosso vôo solitário, para a área do invisível e imprevisível, haja vista sempre estarmos a reclamar e a sofrer dores, provas e expiações, todas evidentemente conseqüência da postura adotada pelo nosso livre-arbítrio.


O nosso livre-arbítrio se quiserem saber, é na verdade um provocador, um instigador contumaz dos nossos passos erráticos, os quais desvirtuam as nossas ações, comportamentos e atitudes. Por isso tanto ouvimos dizer: “errar é humano”. Ora, mas o que é que tanto provoca esse “errar é humano”? Quem é que se sente na posição e no direito de contrariar o senso comum das coisas, das ações e atitudes mais consentâneas e racionais? O nosso livre-arbítrio, claro...


Quem já não conviveu com essa brutal realidade de perceber, pressentir, de saber, de reconhecer que infringe que desrespeita seus próprios pressentimentos naturais, contrariando assim a sua própria consciência, a qual muitas vezes pressente o alerta, lá no fundo da alma querendo dizer: tudo bem, é este o caminho que você quer seguir, que você quer trilhar? Você sabe que esse não será ou não vai ser o melhor resultado e as melhores conseqüências... Mas é isso o que você quer e, você vai fazer? E, o nosso livre-arbítrio desafiador, daquilo que é da ordem natural das coisas, opta, decide pelo imprevisível, pelo intimorato e inconseqüente, e o resultado logo virá com o sofrimento e o pagamento com as dores da alma, pela correção imponderável, do rumo tomado de forma e de maneira errada e inconseqüente...


Mas, o livre-arbítrio é isso mesmo, ele sabe que assim agindo ele está se igualando a uma força dominante que controla e domina tudo, ele sabe que pela condição que lhe foi outorgada – o termo livre-arbítrio por si mesmo já denota isso, seja: poder para agir independentemente – pode ele se comparar com todo esse aparato da Criação, se acha, se sente na condição de até mesmo desafiar e enfrentar essas leis. O nosso livre-arbítrio sabe, percebe que lá no fundo no fundo detém uma nesguinha do poder de Deus!


Só que o desafio do livre-arbítrio é contra ele mesmo. Pois o livre-arbítrio foi estabelecido pelo Criador Absoluto de tudo e de todas as coisas, exatamente com essa capacidade de provocar a desestabilização daquele que é o resultado das suas próprias condições de existir, que é o Ser Espiritual. O Espírito que é dono de uma Consciência Individual e que se encontra e está infinitamente muito mais acima e em condições superiores em se comparado com o livre-arbítrio.


Ou seja, o Espírito, que é o que constitui a nossa Individualidade tem consciência, sabe que é condição sine qua non, a convivência pacífica com esse elemento provocador que habita em nossa personalidade, destinado a ficar nos testando, nos provocando e até mesmo instigando a cairmos em contradição, falhas e erros pela vida a fora, até que nos convençamos de que “errar é humano”, mas permanecer no erro é um atraso indescritível, insuportável, tudo isso fruto do nosso tão decantado e defendido livre-arbítrio, que no fundo no fundo não passa ou não deixa de ser um tremendo carrasco da nossa própria ignorância e desconhecimento. Porém, ou o que é bem pior, e que devemos reconhecer, ele o nosso livre-arbítrio impera dentro de nós em virtude da nossa relutância e teimosia em não acatar, aceitar e seguir os mandamentos das Leis de Deus!

Rio, 24/08/2011

Emmanuel Avelino.